Porque a leitura é um vício, este blog serve para dar a conhecer os livros que leio. As sinopses serão, essencialmente, as que são referidas pelos editores, mas quando achar que se justifica, permitir-me-ei tecer os meus comentários, claro está!
terça-feira, 29 de abril de 2014
A caverna
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O caderno
terça-feira, 19 de junho de 2012
A jangada de pedra
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Claraboia
domingo, 24 de julho de 2011
A viagem do elefante
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Ensaio sobre a cegueira
Toda a gente cega. Eis a proposição do romance de José Saramago. A cegueira traz consigo a desordem social, como se pela porta aberta pelo medo entrassem os animais soltos que vivem em nós acorrentados pela razão.
Ensaio sobre a Cegueira é um livro duro, de uma violência verbal que vai desorganizando o mundo até o reduzir a lugar de escuridão, onde entra com timidez, aqui e além, um raiozinho de sol. É como se o autor não ousasse escrever a felicidade ou a sua hipótese.
Porquê um livro assim? José Saramago escora o romance numa indignação e num projecto ético. A necessidade de transcendência, que se inscreve numa linha de coerência anterior e pessoalíssima – lutas que ele vai entretendo com o Homem e a sua ideia de Deus, que faz cair nos magros ombros do Homem a responsabilidade final do seu destino – leva-o agora à negação do humano depois de ter negado o divino. (...) Trata-se do juízo final da Razão.
Clara Ferreira Alves
In Expresso
O Ensaio sobre a Cegueira terá sido, talvez, o livro de saramago que mais gostei. O forte poder da narrativa, a maneira como ele nos transporta para aquele mundo terrível, onde a crueldade do ser humano é a tónica fundamental, é de um realismo arrepiante. Sendo certo que é um dos livros de Saramago mais fácil de ler não é, contudo, o mais fácil de "digerir", pois é praticamente impensável que o ser humano possa ser tão estúpido e cruel. Não é fácil transmitir o que se sente ao lê-lo. Só mesmo a sua leitura poderá revelar o universo de sensações que Saramago nos criou. Vale bem a pena.






