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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Salazarismo e artes plásticas

Autor: Artur Portela
Editora: Instituto da Cultura e Língua Portuguesa, Biblioteca Breve
Classificação: ***** 

Há uma "arte salazarista"? Se ela existiu de facto, quais as suas características? Qual o papel e a missão das artes plásticas na institucionalização e nas comemorações oficiais do regime de Salazar? Em que medida foi essa arte influenciada pela arte nazi e pela arte fascista italiana? Qual foi a relação entre a arte moderna e o regime salazarista? Este livro de inventário e análise crítico-histórica é um exercício de resposta a estas e outras perguntas. 

Artur Portela

segunda-feira, 30 de abril de 2012

As imagens e as coisas

Autor: Bernardo Pinto de Almeida
Editora: Campo das Letras
Classificação: *****

"Desejei muito tempo um livro assim. Onde quase indiferenciadamente viessem confluir não só imagens e palavras, como também onde as palavras - a sua ordem, o seu propósito, o seu tom - não tivessem todos uma mesma origem, digamos diplomática ou política. Que não viessem todas de um lugar específico e idêntico, o ensaio, a crónica, a crítica, mas antes pudessem chegar de vários lados, de várias partes e de diversas itinerências e aventuras, afluindo para um mesmo centro, como os navios num porto.
Crónicas, ensaios, prefácios ou breves apontamentos, escritos de sabor diverso e de utilidade distinta no seu início, que fossem reunindo numa assembleia indistinta no final, com igual validade e propósito, sem a marca espantada de uma intenção precisa.
Unidos apenas por um fundo difuso, que neste caso é a imagem, e a sua própria proximidade tangível, ou sensível, na relação com as coisas. Tal qual como num filme. Percepções breves, soltas, e no entanto fluentes, ligadas por um traço indiviso e invisível que por dentro as trabalhasse, às palavras, às imagens, como num todo quase coerente.
Não sei se este livro é apenas a promessa disso ou se é já isso realizado. Trabalha, isso sei, nessas margens."
Bernardo Pinto de Almeida

terça-feira, 31 de maio de 2011

História da Arte e movimentos sociais

Autor: Nicos Hadjinicolaou
Editora: Edições 70
Classificação: ****

O autor pretende redefinir o objecto da História da Arte enquanto ciência. Numa primeira parte, refuta as concepções dominantes quanto ao objecto desta disciplina. Seguidamente, introduz na sua análise toda uma série de conceitos que em geral, estão excluídos do discurso universitário.Para quem se interessa pela temática.

domingo, 10 de junho de 2007

História da Beleza

Autor: Umberto Eco
Editora: Círculo de Leitores
Classificação: *****


Este livro parte do princípio de que a Beleza nunca foi algo de absoluto e imutável, mas assumiu rostos diferentes segundo o período histórico e a região; não só no que diz respeito à Beleza física (do homem, da mulher, da paisagem), mas também em relação à Beleza de Deus ou dos santos ou das ideias.

Num mesmo período histórico, as imagens dos pintores e dos escultores pareciam celebrar um certo modelo de Beleza, a literatura celebrava outro. É possível que certos líricos gregos falem de um tipo de graça feminina que somente veremos realizada pela pintura e pela escultura de uma época diferente.

Por outro lado, basta pensar no espanto que sentiria um marciano do próximo milénio que descobrisse um quadro de Picasso paralelamente com a descrição de uma bela mulher num romance de amor do mesmo período. Não compreenderia a relação entre as duas concepções de Beleza.

Por isso, de vez em quando, deveremos fazer um esforço e ver como é que modelos diferentes de Beleza coexistem numa mesma época e como é que outros se vão mutuamente encontrando ao longo de épocas diferentes.

A casa das musas

Autor: Ana Hatherly
Editora: Editorial Estampa
Classificação: ****

Ana Hatherly é um dos nomes mais importantes da vanguarda artística e literária da segunda metade do século XX. Poeta, ensaísta e romancista, fez parte do Grupo de Poesia Experimental durante os anos 60 e 70. A sua produção artística desenvolve-se no campo das artes visuais, pintura, desenho, poesia e até cinema. A sua principal motivação é explorar as possíveis ligações sonoras e visuais da Palavra, estabelecendo pontos comuns entre a literatura e as artes visuais.
Neste seu ensaio "A casa das musas", Ana Hatherly dedica-se ao estudo da poesia visual do período barroco português e a relação que esta tem com a poesia visual do século XX. O seu objectivo não é justificar a poesia visual feita no século XX mas sim conhecer as suas raízes e trajecto ao longo dos tempos.
Mas o que é a poesia visual? O Concretismo e o Experimentalismo expandiram o conceito de poema como objecto escrito e a sua representação visual tornou-se um aspecto decisivo da sua estrutura, ou seja, pode resumir-se o que é poesia visual através das palavras da própria Ana Hathely: "retirar o poema da página e apresentá-lo como objecto tridimensional ou como uma performance". Um livro cativante como sugestão de leitura para quem se interesse por esta temática.