Porque a leitura é um vício, este blog serve para dar a conhecer os livros que leio. As sinopses serão, essencialmente, as que são referidas pelos editores, mas quando achar que se justifica, permitir-me-ei tecer os meus comentários, claro está!
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Salazarismo e artes plásticas
segunda-feira, 30 de abril de 2012
As imagens e as coisas
Crónicas, ensaios, prefácios ou breves apontamentos, escritos de sabor diverso e de utilidade distinta no seu início, que fossem reunindo numa assembleia indistinta no final, com igual validade e propósito, sem a marca espantada de uma intenção precisa.
Unidos apenas por um fundo difuso, que neste caso é a imagem, e a sua própria proximidade tangível, ou sensível, na relação com as coisas. Tal qual como num filme. Percepções breves, soltas, e no entanto fluentes, ligadas por um traço indiviso e invisível que por dentro as trabalhasse, às palavras, às imagens, como num todo quase coerente.
Não sei se este livro é apenas a promessa disso ou se é já isso realizado. Trabalha, isso sei, nessas margens."
terça-feira, 31 de maio de 2011
História da Arte e movimentos sociais
domingo, 10 de junho de 2007
História da Beleza
Este livro parte do princípio de que a Beleza nunca foi algo de absoluto e imutável, mas assumiu rostos diferentes segundo o período histórico e a região; não só no que diz respeito à Beleza física (do homem, da mulher, da paisagem), mas também em relação à Beleza de Deus ou dos santos ou das ideias.
Num mesmo período histórico, as imagens dos pintores e dos escultores pareciam celebrar um certo modelo de Beleza, a literatura celebrava outro. É possível que certos líricos gregos falem de um tipo de graça feminina que somente veremos realizada pela pintura e pela escultura de uma época diferente.
Por outro lado, basta pensar no espanto que sentiria um marciano do próximo milénio que descobrisse um quadro de Picasso paralelamente com a descrição de uma bela mulher num romance de amor do mesmo período. Não compreenderia a relação entre as duas concepções de Beleza.
Por isso, de vez em quando, deveremos fazer um esforço e ver como é que modelos diferentes de Beleza coexistem numa mesma época e como é que outros se vão mutuamente encontrando ao longo de épocas diferentes.
A casa das musas
Neste seu ensaio "A casa das musas", Ana Hatherly dedica-se ao estudo da poesia visual do período barroco português e a relação que esta tem com a poesia visual do século XX. O seu objectivo não é justificar a poesia visual feita no século XX mas sim conhecer as suas raízes e trajecto ao longo dos tempos.
Mas o que é a poesia visual? O Concretismo e o Experimentalismo expandiram o conceito de poema como objecto escrito e a sua representação visual tornou-se um aspecto decisivo da sua estrutura, ou seja, pode resumir-se o que é poesia visual através das palavras da própria Ana Hathely: "retirar o poema da página e apresentá-lo como objecto tridimensional ou como uma performance". Um livro cativante como sugestão de leitura para quem se interesse por esta temática.




