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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Diário de um killer sentimental

Autor: Luis Sepúlveda
Editora: ASA
Classificação: *****

Com Diário de um killer sentimental, Jacaré e Hot Line – três novelas que foram previamente publicadas em folhetim nos jornais El Mundo e El País e que aqui se agrupam sob a forma de livro – Luis Sepúlveda regressa ao género policial, que já havia abordado com sucesso em Nome de Toureiro. Escritor multifacetado, que domina com igual mestria o romance de recorte clássico, o relato de viagens ou o conto infantil, Sepúlveda encontra no chamado género "negro" o veículo ideal para, simultaneamente, dar guarida à sua inesgotável veia de contador de histórias e à sua preocupação pelos condicionalismos sociais. Aqui ficam pois três "pérolas negras": para deleite dos milhares de leitores que já fizeram de Luis Sepúlveda o mais "português" dos escritores latino-americanos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar

Autor: Luis Sepúlveda
Editora: Porto Editora
Classificação: *****

Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr. Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota... Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Uma história suja

Autor: Luis Sepúlveda
Editora: Edições ASA
Classificação: *****

“Nas páginas de um caderno de capa negra que sempre me acompanha (na realidade, uma Moleskine), anoto as minhas dúvidas, os meus assombros, os acasos de cada dia. E também pequenos artigos, capítulos de romance, contos, receitas de cozinha, declarações de intenção e compromissos de que geralmente me esqueço. Ao folheá-las durante a breve cerimónia de adeus que antecede a inauguração de um novo caderno, leio o que está escrito e costumo descobrir que não perdi a capacidade de assombro. Folheá-las é rebobinar a vida e vê-la fugazmente, fotograma a fotograma.”
Foi desses cadernos que Luis Sepúlveda retirou os textos que compõem o presente livro. Textos que, na sua maioria, nos falam de uma “história suja”, ou seja, de tudo aquilo que nos rodeia na cena política internacional. Sepúlveda não é um escritor neutro – ele toma sempre partido e não tem medo de expor as suas convicções. Só que sempre o faz com os olhos de um narrador, de um contador de histórias, de alguém que inventa um mundo mais “limpo” mesmo quando fala da sujidade do mundo que temos. "Uma História Suja" é pois, à sua maneira, o testemunho literário de alguém que antes de ser escritor é um homem comprometido com os homens e com o mundo que o rodeia.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O poder dos sonhos

Autor: Luis Sepúlveda
Editora: Edições ASA
Classificação: *****

"Sonhamos que é possível outro mundo e tornaremos realidade esse outro mundo possível", afirma Luis Sepúlveda, e esta não é apenas uma declaração de intenções. Como é seu hábito, o escritor chileno usa o seu talento de narrador para denunciar o estado de inquietação do país que ama e que o viu nascer, do país onde escolheu viver e do mundo inteiro em geral. O empenho cívico que o incita a acusar a veiculação de informação corrompida, a condenar "o indigno atoleiro que hoje é o Iraque", a criticar a guerra e a mostrar a sua indignação pelas vítimas da tortura ou do "friendly fire" possui a mesma profunda raiz humana com que recorda as companheiras e companheiros dos afortunados anos de Salvador Allende e com que homenageia os amigos de sempre. É portanto um forte sentimento de humanidade o que une as histórias e reflexões aqui reunidas, sempre pontuadas por uma convicta e apaixonada participação no destino dos marginalizados, dos esquecidos e das vítimas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Patagónia Express

Autor: Luis Sepúlveda
Editora: Edições ASA
Classificação: ****

Homenagem a um comboio que já não existe, mas que continua a viajar na memória dos homens e das mulheres da Patagónia, estes "apontamentos de viagem" — como lhes chama Luis Sepúlveda — vêm uma vez mais comprovar a qualidade literária já evidenciada em livros como O Velho que Lia Romances de Amor, Nome de Toureiro ou Mundo do Fim do Mundo.
Desde os seus primeiros passos na militância política, que o levaram à prisão e depois ao exílio em diferentes países da América do Sul, até ao reencontro feliz, anos depois, com a Patagónia e a Terra do Fogo, é uma longa viagem (e uma longa memória) aquela que Luis Sepúlveda nos propõe neste seu novo livro.
Ao longo dele, confrontamo-nos com uma extensa galeria de personagens inesquecíveis e com um conjunto de histórias magníficas, daquelas que só um grande escritor é capaz de arrancar dos labirintos da vida.