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sábado, 21 de dezembro de 2013

Romance de uma conspiração

Autor: João Paulo Guerra
Editora: Oficina do Livro
Classificação: *****

No dia 1 de Maio de 1964, com apenas 12 anos, Pedro assiste à morte do pai durante uma manifestação. Desse dia ficará uma mágoa imensa, a que se junta a carência do amor materno. Restam-lhe as memórias do afecto. Anos depois, oficial da Armada, integra o grupo de militares que sonharam libertar Portugal da ditadura. Certo dia, uma ordem de operações coloca-o na pista de uma rede transnacional de conspiração e repressão que durante anos actuou a partir Lisboa. Lisboa e a luz da cidade, Madrid e a grandeza da história, Luanda e a convulsão da guerra, são alguns dos cenários de "Romance de uma Conspiração". Baseada em factos reais, esta obra não contribui apenas para um maior conhecimento de um dos períodos mais ricos da História Contemporânea de Portugal como revela, também, uma estreia notável na ficção nacional: João Paulo Guerra.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Os últimos presos do Estado Novo

Autor: Joana Pereira Bastos
Editora: Oficina do Livro
Classificação: *****

O testemunho dos homens e mulheres que sofreram na pele a brutalidade da PIDE enquanto, lá fora, a revolução era preparada. Depois de uma curta “Primavera Marcelista”, o País assistiu a uma escalada da repressão contra os portugueses que enfrentavam a ditadura. Entre 1973 e 1974, mais de 500 pessoas, pertencentes a vários movimentos políticos e oriundos de diferentes classes sociais, do operariado à alta burguesia, foram presas e violentadas pela PIDE. No forte de Caxias, os presos eram sujeitos às mais sofisticadas formas de tortura, ensinadas à polícia política portuguesa pela CIA, enquanto lá fora se preparava a revolução de 25 de Abril. Depois de meses de sofrimento, os homens e mulheres encarcerados em Caxias enfrentaram momentos de angústia e incerteza quando souberam que houvera um golpe militar em Lisboa – seria um golpe da esquerda ou, tal como acontecera pouco antes no Chile, da direita radical? De trás das grades, privados de informação credível, os prisioneiros enfrentaram essa dúvida insuportável durante horas a fio. Alguns temeram pela própria vida, esperando que um pelotão de fuzilamento os viesse buscar às celas. Sofrendo até ao fim, os últimos presos políticos do Estado Novo só conheceram a liberdade na madrugada de 27 de Abril de 1974 – dois dias depois da revolução que acabou com 48 anos de ditadura.