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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A Sophia - Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen

Autor: Vários
Editora: Caminho
Classificação: *****

Livro de homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, com 70 textos da autoria de dezenas de escritores e poetas, por iniciativa do Pen Clube Português.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Futurismo Italiano - Estética, ideologia, fascismo


 Autor: Luís Bensaja dei Schirò
Editora: Editorial Caminho
Classificação: *****

O objectivo deste ensaio, e provavelmente a sua principal novidade, é provar que, bem ao contrário do que muitos têm apressadamente afirmado, o futurismo marinettiano não foi, na realidade dos factos, um precursor do regime fascista instaurado por Mussoli na Itália dos anos vinte — cuja importância se situa na influência que como matriz não tardará a exercer na Europa, nomeadamente em Portugal. Ou seja, se é certo que podem ser detectados nos escritos do primeiro fascismo — um fascismo ainda marcado por preocupações socializantes, que pretendia de certo modo emular e competir com o Partido Socialista — aproveitamentos oportunistas das ideias propugnadas por Marinetti, sobretudo as expressas no Manifesto-Programa do Partido Político Futurista, absolutamente nulas serão as influências exercidas quer pelo futurismo quer pelo seu leader ao longo dos vinte anos de regime e de prática da ditadura fascista, muito mais próximos da retórica grandiloquente de Gabriel D’Annunzio.

domingo, 10 de junho de 2007

A casa das musas

Autor: Ana Hatherly
Editora: Editorial Estampa
Classificação: ****

Ana Hatherly é um dos nomes mais importantes da vanguarda artística e literária da segunda metade do século XX. Poeta, ensaísta e romancista, fez parte do Grupo de Poesia Experimental durante os anos 60 e 70. A sua produção artística desenvolve-se no campo das artes visuais, pintura, desenho, poesia e até cinema. A sua principal motivação é explorar as possíveis ligações sonoras e visuais da Palavra, estabelecendo pontos comuns entre a literatura e as artes visuais.
Neste seu ensaio "A casa das musas", Ana Hatherly dedica-se ao estudo da poesia visual do período barroco português e a relação que esta tem com a poesia visual do século XX. O seu objectivo não é justificar a poesia visual feita no século XX mas sim conhecer as suas raízes e trajecto ao longo dos tempos.
Mas o que é a poesia visual? O Concretismo e o Experimentalismo expandiram o conceito de poema como objecto escrito e a sua representação visual tornou-se um aspecto decisivo da sua estrutura, ou seja, pode resumir-se o que é poesia visual através das palavras da própria Ana Hathely: "retirar o poema da página e apresentá-lo como objecto tridimensional ou como uma performance". Um livro cativante como sugestão de leitura para quem se interesse por esta temática.